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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

26
Jun19

@Москва

Luisa Brito

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O único guia turístico (em Inglês) que encontrei sobre Moscovo deixou-me uma ideia que rapidamente se desvaneceu. Encontrei uma cidade cheia de turistas, numa maioria completamente esmagadora constituída por asiáticos. Com música, com parques cheios de moscovitas que passeiam as suas crianças, os seus animais, ou que simplesmente aproveitam o sol (30 ºC em Junho…) depois de um Inverno longo e gelado. Uma cidade viva, em que os jovens, felizmente como sempre, tornam as mudanças possíveis e inevitáveis. Senti-me sempre muito segura embora, e ao contrário de muitas outras cidades cosmopolitas, quase não se vejam forças policiais ou militares. As moscovitas chamam a atenção. Sempre muito bem arranjadas, cada uma ao seu estilo, claro está. As mais jovens completamente emancipadas no modo de vestir e de estar. Em geral, novos e menos novos, uma completa incapacidade para o Inglês. Talvez em parte a justificar a ideia de que os russos não sorriem, que são um povo rude. Talvez a dificuldade de entender o estrangeiro, seja parte da explicação. Afinal o desconhecido assusta sempre… Mas quando oferecemos as únicas palavras que aprendemos “priviet” (olá) e spasiba” (obrigado), logo surge uma resposta num sorriso ou, nos mais velhos, uma correcção da pronúncia, que interpretei carinhosa.

Fiquei atónita com o valor do salário mínimo na Rússia - menos de 150 euros - Claro que as pessoas têm de viver com dificuldades, por isso emigram… Por isso também, ao pagar uma conta “deixe estar fica assim” o jovem ficou tão contente que pensei “queres ver que dei uma gorjeta à CR?” Ao usar o conversor confirmei: o que lhe dei foi 2 euros… Também vimos pedintes, embora menos do que noutras cidades até entre nós…

A comida não convence quem está habituado à cozinha Portuguesa saborosa e saudável. Sabem lá os russos o que é comer bem… Mas, curiosamente, nunca bebi “café Americano” tão saboroso como em Moscovo. Ironias…

Se tenho de escolher o meu Top 1 de Moscovo, muito embora a minha paixão confessa pela catedral de São Basílio, a Nikolskaya Street, a “street of lights”, é uma coisa meio mágica, aliás na mesma onda “fairy tale” de São Basílio… E no entanto, na Red Square tudo convive, o Kremlin, o mausoléu do Lenine, o jardim do Alexandre, o GUM, o museu de História, as catedrais… a magia, a força, o Estado, a moda, a cultura, a religião…

Uma rede de metro como nunca encontrei melhor. Tudo flui, sem esperas, nem alterações imprevistas. Embora outras também venham referenciadas, a estação “super star”, a Komsomolskaya, é de longe completamente única e lindíssima. Já no aeroporto de Sheremetyevo, uma pessoa perde anos de vida nas longas e demoradas filas, sempre à espera de não chegar a tempo ao gate…

-Tu és a prova de que os Russos serem rudes é um mito urbano -  dizia eu à jovem Marina estudante de literatura. - You are so nice -, respondia ela. - It’s easy to be nice with you - respondia eu. E assim é. Allways people first!

03
Jun19

Agustina

Luisa Brito

janela 2.jpg

 

A melhor impressão que a poesia nos pode dar é esta: ficar de coração vagabundo, deixando a vareja estalar na janela as asas grossas, e não dar por isso, como um cão surdo.

 

Agustina Bessa-Luís (1922-2019)

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