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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

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A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

17
Abr20

Conta-me outra vez

Luisa Brito

 

Conta-me outra vez

 

Conta-me outra vez, é tão bonito
que eu nunca me canso de ouvi-lo.
Repete-me outra vez que o casal
da história foi feliz até à morte,
que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer
lhe ocorreu enganá-la. E não te esqueças
de que, apesar do tempo e dos problemas,
continuavam a beijar-se a cada noite.
Conta-me mil vezes, por favor:
é a história mais linda que conheço.

 

de Amalia Bautista (tradução - LB)

15
Abr20

Que se sabe do amor?

Luisa Brito

 

Pousa em mim os teus olhos vagarosos

Pousa em mim os teus olhos vagarosos,
sobre o meu dorso livre, água tranquila,
deslizando comigo até o nada.
    Que se sabe da vida?

Nada há que se compare ao grande susto
do mútuo descobrir-se e de sua dor.
Vivamos a verdade deste sonho.
    Que se sabe do amor?

Marly de Oliveira (poetisa Brasileira, 1935-2007)

10
Abr20

Parar para ...

Luisa Brito

janela.jpg

 

Um explorador branco, ansioso por chegar rapidamente ao seu destino no coração de África, pagava um salário extra para que os seus carregadores indígenas andassem mais rápido. Durante vários dias,  os carregadores apressaram o passo. Certa tarde, porém, sentaram-se todos no chão e depositaram os seus fardos, recusando-se a continuar. Por mais dinheiro que lhes fosse oferecido,  os indígenas não se moviam. Quando, finalmente, o explorador pediu uma razão para aquele comportamento, obteve a seguinte resposta: - Andámos muito depressa e já não sabemos mais o que estamos a fazer. Agora precisamos esperar para que as nossas almas nos alcancem.

 

Paulo Coelho in Maktub

03
Abr20

O caminho da salvação

Luisa Brito

IMG_20200403_200354.jpg

 

A cegueira e a obstinação dos homens lembra-me às vezes a cegueira e a obstinação das varejeiras enfrenizadas contra as vidraças. Bastava um momento de serenidade, dez-réis de bom senso, e em qualquer fresta estava a liberdade. Mas o demónio da mosca, quanto mais a impossibilidade se lhe põe diante, mais teima. O resultado é cair morta no peitoril.
Não se pode fazer ideia da maravilha de criança que era a filha de um poeta de meia tigela que hoje me lia versos impossíveis, a empurrá-la enfastiado com a mão esquerda, quando ela graciosamente o interrompia. A canção enluarada, a quadra perfeita, o soneto verdadeiro que justificavam aquele homem estavam ali, a brilhar nos olhos da pequenita; e o desgraçado às turras à janela, a zumbir e a magoar-se, sem ver que tinha diante de si o verdadeiro caminho da salvação!

Miguel Torga

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