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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

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A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

20
Fev19

A propósito de uma crónica do RAP publicada na Visão

Luisa Brito

O RAP escreveu uma crónica na Visão (link abaixo) sobre a sua ausência no FB desde sempre. Para mim, que aderi há pouco, muitas razões para esta sua ausência fazem muito sentido. Mas também, “quem não sabe é como quem não vê” e para se poder opinar tem mesmo de se experimentar. É como tudo o mais, não é verdade?…

Diz o RAP, entre outras coisas, que não estando no FB, não deu opiniões sobre variadíssimos assuntos, desde os mais sérios aos mais fúteis. Mas se não deu no FB deu, muito provavelmente, noutros locais igualmente públicos, ou não fosse ele cronista.…Diz que se um amigo faz anos, dá-lhe os parabéns com a boca, artesanalmente. Pois eu também já o fazia antes e não o deixaria de fazer depois. E se há pessoas que embora “amigos” no FB não tenho grande relacionamento, que me perdoem, mas não faz qualquer sentido dar os parabéns. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Também não tenho o hábito de usar o FB para bater boca, nem com quem mal conheço, e muito menos com quem conheço bem. Se bem que uma troca educada e respeitadora de pontos de vista, mesmo no FB, possa ser muito salutar. Também de vez em quando encontro pessoas que não via há muito. E sem dúvida que o FB facilita. Já encontrei (ou encontraram-me) pessoas de quem não sabia, sem nenhuma razão especial que não fosse as voltas da vida de cada um, e deu-me muito gosto reencontrá-las. Também me importa nada saber quem seria se fosse uma pedra, uma flor, um animal, uma figura do passado, nem como é que seria se fosse do sexo oposto. Mas aceito e respeito, também neste caso, que há quem se importe. A diplomacia dos likes também me é estranha, talvez porque sou novata ou ingénua nestas andanças, mas, como em muitas outras, ser ingénuo não é mal nenhum (mas isto levar-nos-ia a outros caminhos que não vêm agora ao caso). Também não tenho o hábito de partilhar onde estou ou com quem estou. E também não tenho por hábito mostrar fotografias minhas ou dos meus. Mas, mais uma vez, aceito e respeito que outros pensem diferente de mim. Embora esta aceitação muitas vezes não surja imediatamente… Nestas alturas, as minhas filhas ajudam muito “Mãe, não foi essa a educação que nos deste”. Verdade, não foi. Ensinei-as a respeitar e a aceitar as diferenças, desde que isso não interfira com o bem-estar dos outros. E faço por não me esquecer. Elas ajudam.

Hão de alguns dizer: “Então o que estás a fazer no FB?”  Efectivamente, foi à conta do blog que fui para o FB. E descobri depois que o FB pode ser uma forma de, não só partilhar boas vibrações como também de, sensibilizar para questões de cidadania. Em suma, de educar (eu que sou educadora de modos diversos). Porque partilhar sensibilidades também é educar.

É claro que nem todos hão de apreciar. “Deu-lhe agora para postar coisas de amor e cenas assim…”. É que eu sempre fui (senti e pensei) assim. Apenas partilhava com muito poucos. Agora partilho estas sensibilidades com mais pessoas. E vou até descobrindo coisas curiosas. Como por exemplo, pessoas com as quais tenho mais afinidades do que supunha. Ou mesmo o contrário. Mas está sempre tudo bem. No FB, como na vida, ninguém tem de seguir ninguém. Portanto, o RAP fez umas reflexões sobre o FB que me fizeram lembrar as considerações sobre a vida em casal feitas por religiosos sujeitos ao celibato. Portanto, sem conhecimento de causa…

 

http://visao.sapo.pt/opiniao/ricardo-araujo-pereira/2019-02-15-Parabens-feicebuque.-E-boa-sorte

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