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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

25
Abr19

alvas pombas, rubros cravos

Luisa Brito

cravos.JPG

 

 

Alvas pombas, rubros cravos

 

25 de Abril

e uma menina assistia

e via,

soldados na rua,

espingardas ao alto,

mas cravos, muitos cravos,

e vermelhos, cor da paixão.

E a menina assistia,

mas não tinha medo

porque pressentia,

no vermelho das flores,

a libertação.

 

25 de Abril

e outra menina escuta

e aprende.

Imagens antigas,

alvas pombas, rubros cravos

e multidões e canhões.

E a menina escuta, 

mas não tem medo

porque pressente,

no rosto de quem conta,

a emoção.

E depois do adeus,

Abril amanheceu 

e Portugal cresceu.

 

Nota: esta poesia assenta numa história (privada) entre mãe e filha…

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