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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

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A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

15
Dez18

Do amor...

Luisa Brito

IMG_20181214_201238.jpg

 

Amo. Este amor, se não for um pobre tumulto provisório dos meus sentidos ou uma ilusão do imaginário, mas sim uma floração, em mim, de todos os poderes do meu corpo, do meu sexo, do meu pensamento, dos meus sonhos, do meu gosto pelo sacrifício, à chamada de outro que também não é um indivíduo solitário, como eu, separado de mim como uma pedra doutra pedra, mas outro que é o que me falta  e me chama a ser, aquilo de que eu sinto com dor e surpresa a necessidade e o desejo, este amor não é meu. O outro ama-se a si próprio em mim.

 

Roger Garaudy in Palavra de Homem

(gravura de João M. de Castro e Brito)

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