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Hostel

A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

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A vida privada de cada um de nós compreende a sua intimidade, mas não se esgota nela. Afinal, como dizia a poetisa “Como se um grande amor cá nesta vida não fosse o mesmo amor de toda a gente!...”.

24
Fev19

Semear para colher...

Luisa Brito

ursinho.JPG

 

Era uma vez uma velhinha frágil a quem falecera o marido carinhoso. Depois de enviuvar, ela foi viver com o filho, a nora e a neta. Todos os dias, a vista da senhora piorava e o mesmo acontecia com a sua capacidade auditiva. Às vezes, as suas mãos tremiam tanto, que as ervilhas rolavam do seu prato para o chão e a sopa escorria-lhe pelos cantos da boca. O filho e a nora ficavam aborrecidos com a porcaria que ela fazia e, um dia, disseram que já chegava. Portanto, montaram uma mesinha para a senhora, num canto da cozinha, junto da despensa, e obrigaram-na a comer aí, sozinha. Ela olhava para eles à hora da refeição, com os olhos rasos de lágrimas, mas eles nem se davam ao trabalho de lhe dirigir a palavra enquanto comiam, excepto para repreendê-la por ter deixado cair a colher ou o garfo.

Uma noite, antes do jantar, a netinha estava sentada no chão, a brincar com os legos. “O que estás a construir?”, perguntou o pai, todo interessado. “Estou a construir uma mesinha para ti e para a mamã”, disse ela, “para vocês comerem a um canto, quando eu for grande” ….

 

Conto extraído de Robin Sharma in O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari

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